As minhas recomendações para Matosinhos — os sítios que mando aos meus hóspedes quando me perguntam o que fazer. Tudo a poucos minutos a pé da Serpa Beach House.
Esta é a lista que partilho com os hóspedes da Beach House sempre que me perguntam o que fazer em Matosinhos. São os sítios que eu próprio frequento — organizados por aquilo que apetece comer ou fazer. Não é um guia turístico. É o que diria a um amigo que vem cá passar uns dias.
Matosinhos tem três coisas que poucas cidades têm juntas: peixe acabado de chegar, uma praia urbana de escala atlântica, e uma vida de bairro que se sente assim que se sai do metro. O resto é descobrir.
Os três a seguir ficam praticamente lado a lado, mesmo em frente ao porto pesqueiro. É onde o peixe chega primeiro. Qualquer um deles é uma escolha segura — mas para os meus hóspedes, é por aqui que começo sempre.
Em frente ao porto. Peixe fresco grelhado com a simplicidade que aqui é regra. Não procures elaboração — procura o sargo, o robalo ou as sardinhas no carvão.
A poucos metros do Lage. Marisco e peixe do dia. Ambiente sem cerimónia, como deve ser quando o produto fala por si.
A terceira referência da zona. Estes três ficam tão perto uns dos outros que dá para passar à porta e escolher pelo que está em cima das grelhas naquele dia.
Cozinha portuguesa autêntica. A especialidade é o cabrito e a vitela assados — pratos sérios, para quem quer perceber como soa a cozinha do norte feita devagar.
A taberna do bairro. Sandes portuguesas tradicionais, ambiente de gente local, preço justo. É o sítio para uma refeição rápida que não soa a turística — está literalmente à porta da casa.
Acolhedor, com uma esplanada agradável. Conhecido pelos hambúrgueres bem feitos — uma boa alternativa a meio da semana.
No centro da cidade, ambiente vivo. É o meu favorito ali à volta — o tipo de sítio onde ficas mais tempo do que pensavas.
Uma das melhores pizzas que vais encontrar — feita por um chef napolitano. Não é uma piza qualquer, é a coisa real, com a massa e o forno a fazerem a diferença.
Pizzas finas, ambiente moderno e descontraído. Para um jantar mais informal a dois sem grandes formalismos.
Steakhouse num antigo terminal reconvertido. A experiência é tanto sobre o sítio como sobre a comida — vale a caminhada.
Dentro do Edifício Transparente. Comida natural, saudável, num espaço com vista para o mar. Ideal para um almoço a meio do passeio até à Foz.
Cozinha vegetariana criativa, com bom ambiente. Para casais que querem variar — ou que simplesmente preferem este tipo de cozinha.
Bónus: todos os cafés ao longo da praia têm um ambiente agradável. Não erram. Mas se quiseres ir a sítios específicos:
Famosa pelo melhor croissant de nata da cidade. Se gostas de pastelaria portuguesa simples e bem feita, é paragem obrigatória.
Ideal para brunch — panquecas, ovos, café bom. Atmosfera moderna sem ser pretensiosa.
Pequeno-almoço ou almoço dentro de uma loja botânica. É uma das experiências mais bonitas de Matosinhos — comer rodeado de plantas, em pleno bairro. Vale o desvio.
A apenas alguns minutos da casa. Várias escolas de surf e desportos aquáticos disponíveis na praia. No verão, se forem jovens (ou se quiserem sentir-se assim), uma aula de surf é uma das melhores memórias que podem trazer.
Mercado diário com produtos locais, peixe fresco, artesanato e alguns restaurantes lá dentro. Vai de manhã para ver o lado autêntico, fica para o almoço se quiseres experimentar a comida do mercado.
Pequeno forte de 1668, construído para proteger Matosinhos após a Restauração da Independência. Não é grande, mas a vista compensa — especialmente ao fim do dia.
O maior parque do norte de Portugal. Lagos com patos, paisagens verdes amplas, pistas de bicicleta. Vão de bicicleta, levem um piquenique, fiquem uma tarde — é o sítio onde Matosinhos descansa de si própria.
A minha recomendação favorita para um dia que esteja bom: fazer o passeio ao longo da costa, desde a marginal de Matosinhos até à Foz Velha. É um percurso longo — calculem tempo — mas com muitas paragens possíveis pelo caminho.
A meio do passeio, é a paragem natural — um café com esplanada virada para o Atlântico. Sentem-se, bebam qualquer coisa, vejam o mar. Depois continuam.
O passeio dá-vos a costa, o cheiro do mar, os bairros de pescadores que ainda existem entre Leça e a Foz. É das melhores formas de perceber porque é que esta zona do Porto é diferente.
Se já estão na Beach House — ou a caminho — qualquer dúvida durante a estadia mandem mensagem. Qual peixe pedir, a que horas ir ao mercado, se vale a pena reservar antes. Respondo normalmente em menos de 2 horas.
Os melhores sítios de peixe enchem ao fim de semana — sobretudo no almoço. Reservem com um dia de antecedência se possível.
Em Portugal almoça-se entre as 12h30 e as 14h30, jantar-se a partir das 19h30. Fora desses horários muitos sítios fecham a cozinha.
É costa atlântica — o vento é parte do cenário. Tragam uma camada extra mesmo no verão, sobretudo ao final da tarde.
Qualquer dúvida durante a estadia, mandem-me mensagem. Está no email da reserva. Respondo normalmente em menos de 2 horas.
Espero que estes sítios vos sirvam tão bem como me servem a mim.
Se ainda não reservaram estadia — a Beach House fica mesmo aqui ao lado.